terça-feira, 13 de abril de 2010
28 DE ABRIL DE 1859
Alberto de Oliveira, poeta e escritor brasileiro(m.1937)
"Breve momento após comprido dia / De incômodos, de penas, de cansaço / Inda o corpo a sentir quebrado e lasso, / Posso a ti me entregar, doce Poesia. / Desde janela aberta, à luz tardia / Do luar em cheio a clarear no espaço, / Vejo-te vir, ouço-te o leve passo / Na transparência azul da noite fria."(Horas Mortas,s/d)
"Breve momento após comprido dia / De incômodos, de penas, de cansaço / Inda o corpo a sentir quebrado e lasso, / Posso a ti me entregar, doce Poesia. / Desde janela aberta, à luz tardia / Do luar em cheio a clarear no espaço, / Vejo-te vir, ouço-te o leve passo / Na transparência azul da noite fria."(Horas Mortas,s/d)
24 DE ABRIL DE 1982
Sérgio Buarque de Holanda, historiador, jornalista, escritor e professor brasileiro(n.1902)
"Já à primeira vista, o próprio traçado dos centros urbanos na América espanhola denuncia o esforço determinado de vencer e retificar a fantasia caprichosa da paisagem agreste: é um ato definido da vontade humana. As ruas não se deixar modelar pela sinuosidade e pelas asperezas do solo: impõem-lhes antes o acento voluntário da linha reta."(Raízes do Brasil, 1936)
"Já à primeira vista, o próprio traçado dos centros urbanos na América espanhola denuncia o esforço determinado de vencer e retificar a fantasia caprichosa da paisagem agreste: é um ato definido da vontade humana. As ruas não se deixar modelar pela sinuosidade e pelas asperezas do solo: impõem-lhes antes o acento voluntário da linha reta."(Raízes do Brasil, 1936)
20 DE ABRIL DE 1884
Augusto dos Anjos, poeta brasileiro(m. 1914)
"Acostuma-te à lama que te espera!/ O Homem, que, nesta terra miserável,/ Mora, entre feras, sente inevitável/ Necessidade de também ser fera./ Toma um fósforo. Acende teu cigarro!/ O beijo, amigo, é a véspera do escarro,/ A mão que afaga é a mesma que apedreja."(Versos Íntimos,s/d)
"Acostuma-te à lama que te espera!/ O Homem, que, nesta terra miserável,/ Mora, entre feras, sente inevitável/ Necessidade de também ser fera./ Toma um fósforo. Acende teu cigarro!/ O beijo, amigo, é a véspera do escarro,/ A mão que afaga é a mesma que apedreja."(Versos Íntimos,s/d)
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